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Poesia: Três Poderes (Página 66)

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Ver de cima,
vasculhar a amplidão do cerrado circundante.
Suaves contornos da emancipada cidade plana,
espelhada nas límpidas águas do abençoado lago.

Poesia: Três Poderes (Página 66)
Poesia: Três Poderes (Página 66)

Ver de cima,
vasculhar a amplidão do cerrado circundante.
Suaves contornos da emancipada cidade plana,
espelhada nas límpidas águas do abençoado lago.

Olhar da Torre,
o Mirante da Capital.

Em meio à seca névoa de inverno,
esboçava-se um anoitecer impregnado de constelações.
Rodeando, rodeando,
surgem duas imponentes conchas brancas,
opostamente iguais,
intrigantes testemunhos.

Debruçada, uma delas,
parece exumar a boa-fé
quebrada e inerte.
Enquanto a outra,
de pendor celestial,
é a vibrante voz de seu povo;
a decantada liberdade.

Abrigos seguros
da fertilidade anunciada
e da soberania nacional.

Ao fundo, ainda no Congresso,
dois espigões interligados;
verticais símbolos da prosperidade
retardada por perpétuos narcisos
anciões da pátria.

Aos lados do amplo quadrilátero retangular
vicejam mais dois poderes,
de onde reinam outros senhores
então denominados ministros.
Uns são especialistas, “apartidários”;
Outros, oportunistas do erário.

Em comum,
somente a frágil legitimidade
conferida pela mesma autoridade,
que os seleciona com toda a conveniência.

Melhor nos deslumbrarmos apenas
com a vista e o cheiro que se tem de fora,
à distância, da Torre.

Pelo menos até o pleno despertar da consciência
da pátria adormecida em berço esplêndido.


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