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Poesia: Santa Rosa (Página 116)

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Aos filhos de Santa Rosa, hoje Iturama-MG.

Onde está
o coreto da minha infância?
Ali os leiloeiros faziam a festa da criançada
com punhados de cartuchos
recheados de guloseimas.

Onde está o velho sino
que ainda ecoa na minha memória?
Eficiente canal de comunicação do Senhor Vigário
com seus fiéis paroquianos;

a primeira igrejinha
preservada em seu cerne, a simplicidade?
Portal talhado ao feitio sertanejo:
— madeira farta e grossa.
O piso roto
de tantos joelhos castos.
As paredes internas
estampando a via-crúcis
em cores tristes e reais.

As procissões dobrando esquinas,
espalhando bênçãos e cânticos religiosos.
Os andores sagrados,
de onde a padroeira ouvia a todas as preces,
ladeada por anjos, crianças aladas.

Por onde andam os sucessores
das imponentes celebridades regionais,
honrados festeiros de Santa Rosa;
fortes senhores guardiões
daquele espaço sagrado?

Sabe-se, todavia, que os novos governantes,
podem contar com a orientação
da prestigiosa Casa de Cultura do município
na preservação do patrimônio original remanescente.
O autor.

Outras poesias “Homenagens”: Envelhecer no Beirute (p.109), Aclive (p.45), Ângela (p.61), Desígnio (p.69), Vila Bôa de Goyaz (p.74), El Hadj (p.90), Rondônia (p.118), Mundaí (p.136), Lisiane (p.143), Ulysses (p.158), Ivone do Império (p.161), Missão (p.186), Brincar por Brincar (p.188).