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Poesias: Pedra Primeira (Página 15)

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A cabeça
é uma pedra angular
que o homem vai lapidando
ao longo de sua vida.

Assim,
com o passar dos anos,
muda a forma da gema,
que também
vai cristalizando, etapa por etapa,
no passo da moldagem
ou fora dele.

É um processo contínuo e pessoal.

Pode se iniciar
já com algum brilho
e eclodir numa fulgurante luz
de sapiência e bondade
inigualáveis.

Dizem que essa luz
indica os caminhos
pelos quais
deve seguir a humanidade.

Noutras vezes,
dá-se uma digressão do brilho,
ou de sua intensidade.

As deformações sociais
seccionam o lapidar existencial.
Subtraem-lhe perspectivas,
liberdade, valores;
atiram-no ao desalento e
o fazem parar.

A estagnação é ruim.

O imobilismo é perverso,
torna a peça-pensante
pouco expressiva e
incerta.

Todavia,
essa morbidez desafia a seguir,
posto que há vida.

Urge acirrar a luta,
para não deixar que
a face humana da obra e da genialidade
vire coisa qualquer.

Impõe-se
que cada um se reexamine
ante suas próprias imperfeições;
instrumentalize
as aspirações de outrem.

Destarte,
i n t e r a g i n d o,
protegerá o homem seu tesouro,
sua espécie; e,
do cume
da pirâmide racional,
seguirá seu mister
de pacificador do universo,

mas sempre sob os desígnios
da força etérea, unificada e suprema
de Nosso Senhor Jesus Cristo,
Pedra Primeira.

Outras poesias “Filosóficas”: À Deriva (p.22), Nada (p.52), Paradoxal (p.96), Ciúme (p.108), Branco (p.115), Nem Pensar (p.121), O Rosto (p.133), Cético (p.151), Sopro de Vida (p.156), Desiguais (p.157), Estilo (p.165), Opinião (p.166), Maturação (p.180).