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Poesia: Blackout (Página 97)

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Houvesse menos pavor antecipado,
o horror seria suportável, ameno.
Houvesse menos medo guardado,
a inibição seria vencida
no primeiro gesto afável.

Não haveria gritos, mãos gélidas,
angústia e apreensão
ao apagar das luzes.

Não fosse o ultrajante capuz,
politicamente fixado
sobre os olhos do povo,
o senso crítico resplandeceria magnânimo,
sufocando a falsa e obscura
ideologia reinante.

Todos viveriam
um estado de coisas
verdadeiramente iluminadas,
legitimamente cidadãs.

Outras poesias “Contestadoras”: Aridez (p.29), Impeachment (p.42), Uníssono (p.58), Os Olhos (p.92), Exílio (p.101), Submissão (p.107), Êxodo (p.112), Pó (p.120), Hostil (p.138), Somália (p.140), Omissão (p.141), Menina de Todos os Homens (p.145).