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Poesia: Paralelos (Página 19)

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Bastou-me a luz tênue,
o grafite tosco, qualquer papel
e o coração a toda vela,
para que um súbito acordar na madrugada,
pusesse-me a percorrer fatigado
calorosas milhas
de uma imensurável ilha de segredos
esquecida sobre paralelos do desejo.

Bastou-me contornar, detidamente,
geografia tão própria,
para constatar, estupefato,
exuberantes seios nus,
ínfima lingerie,
sonhos por sonhar.

Bastou-me aquela pouca luz
e minha profunda excitação
para calar meus versos
e incendiar o mundo.
Bastou-me a sensibilidade
para impedir rasuras em brancas páginas
que são mais belas se limpas.

Bastou-me contemplar seu corpo.