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Poesia: Gaibu (Página 36)

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Mostravam ruínas:
Fortificações históricas,
Feitas de pedras e óleo de baleia.

Só vias o mar inquieto,

Poesia: Gaibu (Página 36)
Poesia: Gaibu (Página 36)

Mostravam ruínas:
Fortificações históricas,
Feitas de pedras e óleo de baleia.

Só vias o mar inquieto,
rochas afiadas,
espumas em profusão.

Exaltavam a bravura
de velhos marechais,
estrondosos arsenais,
dias intensos e gloriosos.

Só sentias a brisa.
Só ouvias fontes, bicas, regatos.
Só erguias a fronte
aos renitentes coqueirais.

Propagavam com entusiasmo
a valentia de outrora:
– sangrentas batalhas,
– impiedosos desbravadores,
– nobres feitos…

sobre aquele generoso solo
de humildes nativos
passivos e nus.

Chupavas mangas,
lambias os dedos
e, silenciosa,
degustavas mangabas, cajus e graviolas.

Sorrias o tempo todo,
como se o que diziam fosse óbvio,
e no gosto das frutas,
saboreavas a vida.


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