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Poesia: Bem Depois! (página 83)

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Do nada,
ela salta de anjo sonhador
para a euforia total; para o ataque mortal.
Ela desatina e faz do sexo seu brinquedo:
amassa, enrola,
e junta tudo na palma da mão.
Aperta, arrocha, e dá gargalhadas
se algo lhe escapa.
Pudera!

De repente libera geral,
e descobre que uma parte
já não cabe entre seus dedos.

Aí vem outra série de indelicadezas.
Sopapos, maus-tratos.
Carícias? Bem depois!

Enfim, a pausa extasiante que dá formigamentos:
— um estudo mais calmo e minucioso,
— incursões curiosas, sucções inéditas, toques, mimos.

Não há que se espantar.
É pura elevação, estímulos,
vigor, singularidades.